Bancada ruralista lança candidato próprio à presidência da Câmara

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Deputado Marcos Montes (PSD-MG) preside a Frente Parlamentar da Agropecuária; no dia 29 ele assistiu à expulsão da equipe do De Olho, na sede da FPA, e não fez nada

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) anunciou há pouco que terá candidato próprio à presidência da Câmara. Será o deputado Marcos Montes (PSD-MG), presidente da própria frente, que reúne os deputados defensores do modelo do agronegócio.

O comunicado no Twitter é sucinto. Conta que Montes foi lançado a presidência pela bancada ruralista – durante a reunião-almoço realizada todas as terças-feiras em uma mansão no Lago Sul, em Brasília – e menciona três veículos de comunicação: O Globo, UOL e Globo Rural.

De Olho nos Ruralistas esteve presente na penúltima reunião da FPA, no dia 29. A equipe foi expulsa pelo diretor executivo da frente, João Paulo Hummel. O tema principal da reunião era exatamente a eleição para a presidência da Câmara.

Os repórteres aguardavam justamente a saída de Marcos Montes para finalizar o trabalho. Durante a expulsão da equipe do observatório o deputado mineiro assistiu a tudo em silêncio, sem intervir. Hummel sentiu-se à vontade para dizer que a casa era dele e que chamaria a polícia.

Na saída, o editor do observatório, Alceu Castilho, disse à assessoria de imprensa da FPA que queria entrevistar o presidente. O assessor de imprensa de Montes deixou um cartão. Mas o deputado passou ao lado dizendo que não daria entrevista, pois “iríamos distorcer tudo”.

Marcos Montes e Michel Temer em uma das reuniões da FPA (Foto: Beto Barata PR)
Marcos Montes e Michel Temer em uma das reuniões da FPA (Foto: Beto Barata PR)

DEPUTADO DOBROU PATRIMÔNIO

Em 2014 o deputado em terceiro mandato (já tinha sido eleito pelo PFL e pelo DEM) declarou um patrimônio de R$ 4,9 milhões. Ele informou possuir as Fazendas Mineira I e II, em Barra do Bugres (MT), no valor de R$ 426 mil, e as Fazendas Estação I e II, em Prata (MG), por R$ 1,37 milhão.

Em 2010 seu patrimônio era de R$ 2,3 milhões. Menos que a metade do declarado em 2014. Na época ele só possuía, entre os imóveis rurais, as fazendas no Mato Grosso. Em 2006 seu patrimônio era de R$ 1,7 milhão, já com os imóveis em Barra do Bugres.

Montes foi um dos líderes do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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