‘De Olho’ apresenta hoje, no IV Tribunal Tiradentes, dados inéditos sobre bancada ruralista

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Conexões e interesses da Frente Parlamentar da Agropecuária serão apresentadas pelo coordenador do observatório, às 19 h, em evento em SP; em xeque, o Congresso

Como a bancada ruralista domina boa parte do atual cenário político em Brasília? Esse será um dos temas do IV Tribunal Tiradentes, em São Paulo, às 19 horas no Tucarena (Rua Monte Alegre, 1042, Perdizes, São Paulo). Dados inéditos sobre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em suas conexões com o governo, serão apresentados pelo coordenador do De Olho nos Ruralistas, Alceu Luís Castilho, uma das três testemunhas da cerimônia – que julgará simbolicamente o Congresso Nacional.

A cerimônia será apresentada pela cantora Fabiana Cozza. Sob a régia do desembargador Antônio Carlos Malheiros, o julgamento – que teve edições em 1983, 1984 e 2014, discutindo aspectos da ditadura – desta vez terá um tema civil. Ainda que não sem conexões com o autoritarismo do governo e dos parlamentares, que estão impondo ao país uma agenda de retrocessos não avalizada pelos eleitores. O acusador será o escritor Fernando Morais. O defensor da instituição (e não de cada parlamentar) será Chico Whitaker, criador do Fórum Social Mundial.

TESTEMUNHO ABORDARÁ CONFLITOS NO CAMPO

Castilho reuniu mais dados sobre votações importantes e apresentará – com detalhamento posterior no observatório – informações que desnudam os conflitos de interesses envolvendo a Frente Parlamentar da Agropecuária. Ela tem sido a principal base de sustentação do governo. Como isso ocorreu e em quais circunstâncias?

Temer com o atual e o ex-presidente da FPA.

O aumento extraordinário dos conflitos no campo, o maior desde os anos 80, segundo o Comitê Nacional de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, serão também um fio condutor dessa história. Os números mostram um determinado país que emerge desse cenário. E caberá aos sete jurados da cerimônia avaliá-los para uma decisão sobre como emergirá um Congresso mais legítimo.

As outras testemunhas são os professores e pesquisadores Ladislau Dowbor, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), e Marcio Pochmann, ex-presidente do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea). Entre os temas, o sistema financeiro e os argumentos utilizados para privatizações e reformas – como a trabalhista.

A cerimônia será transmitida ao vivo pela internet, pelos Jornalistas Livres, e pela TVT. A duração prevista é de duas horas e meia. Na tarde desta segunda-feira será feito twittaço para divulgação final do evento. A iniciativa é da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, um órgão ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio de várias instituições.

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