Haddad defende nova política de proteção e defesa animal; Bolsonaro quer levar vaquejadas e rodeios ao Brasil todo

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Envolvido em polêmica sobre liberação da caça esportiva, Jair Bolsonaro diz se referir apenas a javalis; o candidato petista quer reforçar combate aos abusos e maus tratos

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, não tem em seu programa nenhum ponto dedicado à proteção animal. Mas o presidenciável já se manifestou favorável a rodeios e vaquejadas. “É uma cultura, o animal é muito bem cuidado, tem alguns com peso em ouro”, disse em visita à Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP) do ano passado. Para ele, essas práticas essa precisam ser preservadas e levadas ao Brasil todo.

Bolsonaro em ato de campanha. (Imagem: Reprodução/YouTube)

A defesa da vaquejada é rotineira. Em novembro de 2016, o deputado já havia se posicionado a favor da prática e foi obrigado a se retratar, após receber críticas de ativistas do direito do animais. No vídeo, publicado em sua conta no Facebook, Bolsonaro afirmou defender os animais, mas reforçou sua defesa da vaquejada, que considera não causar sofrimento aos bois: “Tem boi ali que tem manicure, massagista, veterinário, ração balanceada. Tem uma vida melhor que 99% de nós. O boi é mais bem tratado que deputado”.

Em julho, outra polêmica. Durante visita a um rodeio em Rio Verde (GO), Bolsonaro gravou um vídeo ao lado de Juarez Demartini, associado da Associação Nacional de Caça e Conservação, em que prometeu “burocracia zero” para a caça esportiva. Na sequência, o candidato desmentiu ser favorável à liberação da caça, alegando que o vídeo foi editado e ele se referia apenas a javalis.

HADDAD QUER REFORÇAR COMBATE A MAUS TRATOS

Em seu programa de governo, o petista Fernando Haddad propõe a construção de políticas públicas nacionais de proteção e defesa dos animais. Ele defende a inclusão do assunto nas escolas, para que seja criada uma nova cultura sobre o tema.

Haddad em encontro com defensores do direito dos animais. (Foto: Divulgação/PT)

Haddad destaca que a Constituição de 1988 proíbe práticas que submetam os animais à crueldade. A Lei de Crimes Ambientais criminaliza os atos de abuso e maus tratos de animais nativos ou exóticos. No entanto, ele considera as leis insuficientes para evitar o sofrimento dos animais.

Quando era prefeito de São Paulo, Haddad sancionou a lei que proíbe a produção e comercialização de foie gras (fígado gordo de ganso ou pato) no município e e a comercialização de artigos nacionais ou importados feitos com pele de animais criados exclusivamente para a extração do couro.

Ele também regulamentou o transporte de animais de estimação de pequeno porte nos ônibus urbanos e inaugurou o segundo hospital veterinário público da cidade. O candidato afirmou em agosto que sua filha, Ana Carolina, é vegana e tem aprendido muito sobre o tema com ela.

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