FHC, o Fazendeiro – Prefeitura de Botucatu pagou R$ 5 por uma das fazendas da família

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Dado foi registrado no primeiro cartório do município e abre a reportagem de capa da revista CartaCapital, feita pelo De Olho nos Ruralistas, sobre o ex-presidente

A revista CartaCapital que começou a circular neste fim de semana traz reportagem do De Olho nos Ruralistas sobre Fernando Henrique Cardoso. Ela traz novidades em relação à série de 27 textos publicados em maio no observatório, sobre a face agrária do ex-presidente: “FHC, o Fazendeiro – tudo sobre as terras da família, os amigos pecuaristas e a Odebrecht“. Desta vez são dois textos: um de dez páginas, outro de quatro páginas.

As novidades estão no início. Confira as informações que abrem a reportagem, apuradas pelo editor Alceu Luís Castilho em Botucatu (SP):

“Cinco reais. Esse foi o preço pago pela prefeitura de Botucatu pelos 36,54 hectares de uma das duas fazendas da família de Fernando Henrique Cardoso no município do centro-sul paulista, em 29 de maio. Uma empresa em nome dos três filhos do ex-presidente tem no local duas propriedades rurais: a rigor, um canavial localizado em região de mananciais, numa Área de Proteção Ambiental. Repetindo o preço pago pelas terras: 5 reais.

Houve um acordo amigável: a Fazenda Rio Pardo já tinha sido expropriada, em março, para a construção de uma represa. A cifra investida em 2012 pela empresa Goytacazes Participações, na época administrada por FHC, foi de 643 mil reais. A filha Luciana Cardoso esteve com o prefeito Mário Pardial, do PSDB, em abril, para selar o acordo. O bem já estava somente nos nomes dela, da irmã Beatriz e do irmão Paulo Henrique.

Os dados do 1º Oficial de Registro de Imóveis da Comarca de Botucatu, no interior paulista, mostram que a outra fazenda da família, a Três Sinos, manteve-se até agora intacta. O processo de desapropriação (40 hectares do total de 204,77 hectares) está correndo. Com isso, os filhos de FHC receberão mais 5 reais. Assim como a Rio Pardo, contígua, a Três Sinos foi comprada em 2012 dos mesmos donos, parentes do industrial Ivan Zarif (eles mantiveram propriedades homônimas na mesma região), falecido no ano anterior. Preço: R$ 3,6 milhões de reais. Total pago pelas duas propriedades: R$ 4,23 milhões”.

Assim que a reportagem estiver no site da CartaCapital repercutiremos em nossas redes sociais. Acompanhe nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram.

 

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