Veja como Marielle Franco esteve presente nas mobilizações de camponesas pelo país

In De Olho nos Conflitos, Em destaque, Principal, Últimas

Imagem da vereadora carioca foi lembrada em atos realizados por camponesas em pelo menos cinco estados; homenagens foram feitas em protesto contra a Vale, em Minas, e na ocupação de fazenda de João de Deus, em Goiás

Mulheres camponesas, indígenas e quilombolas homenagearam a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) nos atos e mobilizações feministas em todo o País, entre a sexta-feira (8), o Dia Internacional da Mulher, e a quinta-feira (14), data do aniversário da morte da líder e atividade carioca. Ela foi assassinada há um ano, no dia 14 de janeiro, junto com o seu motorista, Anderson Gomes.

“Marielle vive” foi o grito mais ouvido em todas as manifestações. As líderes rurais denunciaram que os trabalhadores do campo estão entre os grupos mais atingidos pelas medidas adotadas pelo governo Bolsonaro em seus dois primeiros meses de mandato. Leia mais aqui sobre os atos: “Confira as mobilizações das indígenas e camponesas neste 8 de março“.

(Foto: Thainá Regina/MST)

Na quarta (13), mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST e do Movimento Camponês Popular (MCP) ocuparam a Fazenda Agropastoril Dom Inácio, no município de Anápolis (GO), uma das propriedades do médium João de Deus, acusado de abusar sexualmente de mais de 500 mulheres. O acampamento recebeu o nome de Marielle Franco. Um ato político, no dia seguinte, encerrou a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem-Terra na região. Leia mais sobre a ocupação.

(Foto: MST)

Em Valinhos (SP), militantes do MST homenagearam a vereadora no acampamento Marielle Vive, na Estrada dos Jequitibás, na quinta-feira (14). onde vivem 1.100 famílias. As mulheres organizaram um “Amanhecer por Marielle”. Vivem no acampamento 1.100 famílias.

(Foto: Reprodução)

Em Sarzedo, município vizinho de Brumadinho, em Minas Gerais, manifestantes do MST bloquearam a passagem de um trem da Vale, na quinta (14), em protesto contra o crime da Vale, o tsunami que matou 2oo pessoas. Marielle foi lembrada em uma pichação.

(Foto: CPT)

Também na quinta, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), durante o seu Encontro Nacional de Comunicadores e Comunicadoras, homenageou a vereadora. Os participantes do evento perguntaram: “Quem mandou matar Marielle?”

(Imagem: MAB)

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB ), que celebrou na quinta-feira o Dia Internacional de Luta Contra as Barragens, em Defesa dos Rios e da Vida, lembrou Marielle Franco e outras camponesas assassinadas: a hondurenha Berta Cáceres e a líderança do próprio movimento Nilce de Souza Magalhães, conhecida como Nicinha (morta em 2016, em Porto Velho).

(Foto: Reprodução)

No Dia Internacional da Mulher, militantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) se somaram às companheiras do MAB e do MST em uma grande marcha pelas ruas de Florianópolis (SC) em homenagem à vereadora carioca.

You may also read!

De Olho na História (I) — Margarida Maria Alves: “Da luta não fujo”

A camponesa de Alagoa Grande (PB) foi assassinada a mando de latifundiários em 1983; os criminosos não foram condenados,

Read More...

Margarida Maria Alves abre a série De Olho na História

A trajetória de mulheres camponesas, indígenas e quilombolas compõe nova seção do observatório, com retratos de resistência feminina no

Read More...

Christiane, Aida, Marcia, Maria, Adelia: cinco histórias de Margaridas

Mulheres de todas as idades, do campo e da cidade, levaram para Brasília diferentes pautas para o encontro de

Read More...

Leave a reply:

Your email address will not be published.