Bancada ruralista quer o tucano Xico Graziano na presidência da Embrapa

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Quem vai ganhar o braço-de-ferro? (Foto: Reprodução)

Servidores temem que próximo gestor seja nomeado por questões políticas; Alckmin e Temer protagonizaram polêmica relativa à adesão do PSDB ao governo Temer

A bancada ruralista no Congresso pressiona pelo nome de Xico Graziano, chefe de gabinete de Fernando Henrique Cardoso no primeiro ano de seu governo, em 1995, para a presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A notícia divulgada pelo Relatório Reservado informa que os funcionários da Embrapa desejam um nome técnico e com história na instituição, como o atual diretor de Inovação e Tecnologia, Cléber Soares.

Xico Graziano já foi secretário de Agricultura do Estado de São Paulo e presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O temor dos funcionários é que a escolha entre três nomes eleitos passe pelo crivo do futuro ministro-chefe da Casa Civil, ficando sujeita a forte pressão política.

Xico Graziano na Embrapa? (Foto: Xico Graziano/Facebook)

O tucano pode ser um nome mais palatável para candidatos apoiados pela bancada ruralista, como Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL). O agrônomo defende, por exemplo, a facilitação da entrada e do uso de agrotóxicos, como no projeto de lei que ficou conhecido como PL do Veneno – proposto e relatado por parlamentares ligados ao agronegócio.

COM TUCANOS OU SEM TUCANOS?

Alckmin e o presidente Michel Temer protagonizaram uma polêmica a respeito da participação dos tucanos no atual governo. O ex-governador paulista tentou desvincular o PSDB da gestão Temer, que tem o ministro Aloysio Nunes como chanceler, mas o presidente rebateu, divulgando vídeos em que critica Alckmin e enfatiza a presença tucana.

Graziano ocupa a diretoria executiva do Observatório Político, uma plataforma de divulgação do pensamento de Fernando Henrique.

O Relatório Reservado lembra o episódio da atual presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, que sofreu forte resistência do ministro Moreira Franco, então na Secretaria-Geral da Presidência de República. Ela chegou a ser submetida a uma sabatina dentro do Palácio do Planalto.

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