De Olho nos Ruralistas mostra em congresso de jornalistas como cobrir o agronegócio

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Observatório estará presente no 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, de 27 a 29 de junho, no campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo

Quais são as principais fontes de informação pública, fontes humanas e os conhecimentos básicos que se precisa ter do agronegócio para fazer uma cobertura robusta e aprofundada? Esse é o tema a ser tratado pelo coordenador do De Olho nos Ruralistas, o jornalista Alceu Luís Castilho, nesta sexta-feira (28), durante o 14º Congresso Internacional de Jornalismo, organizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O evento começa nesta quinta-feira. Castilho falará no eixo aprendizado e teoria, das 11 às 12h30. Confira aqui a programação completa.

No ar desde 2016, De Olho nos Ruralistas é um observatório jornalístico que faz contraponto à cobertura do agronegócio feita pela imprensa hegemônica, identificando os impactos sociais e ambientais desse modelo e dando voz a camponeses, indígenas, quilombolas, ambientalistas. Entre as grandes reportagens a serem discutidas no congresso estão as que constam nos projetos especiais De Olho no Paraguai e De Olho no Mato Grosso do Sul e as séries De Olho nas Dívidas e De Olho na Bancada Ruralista, além da cobertura diária de assuntos relacionados ao tema.

O repórter Leonardo Fuhrmann, da equipe do observatório, compartilhará com o público parte das histórias apuradas e publicadas. “Um dos problemas centrais na cobertura é a invisibilidade dos contrapontos ao agronegócio”, diz Castilho. “A imprensa costuma ficar distraída até quando a gente conta que um cunhado do Bolsonaro foi condenado, em setembro, por invadir terra quilombola. Ou quando revela que Fernando Henrique Cardoso tem um canavial em área de mananciais. Vamos discutir técnicas, mas também problemas éticos”.

JORNALISMO NA AMAZÔNIA, POLÍTICA E TRABALHO ESCRAVO

Profissionais da imprensa que atuam na região amazônica narram durante o evento da Abraji suas realidades e os problemas que enfrentam para transmitir informações locais ao público, mostrando o que há de comum e o que há de diferente no trabalho jornalístico no país na mesa “Série Realidades: o jornalismo na Amazônia”, conduzida por Elvira Lobato, com Jaime Júnior (SBT), Jéssica Botelho (Centro Popular do Audiovisual de Manaus) e Taymã Carneiro (G1-PA).

O projeto Latentes, que organizou bases de dados públicas, indicando áreas de exploração mineral com áreas de comunidades indígenas, quilombolas e áreas de proteção ambiental, por meio de trabalho de organização e georreferenciamento, traz um mapeamento de tensões socioambientais no Brasil. Rosiane de Freitas, jornalista do portal Plural, fará essa apresentação na tarde de sábado, com mediação de Moriti Silva Neto, do site O Joio e o Trigo, especializado em alimentação.

Piero Locatelli, jornalista especializado em direitos humanos, fala na sexta sobre a cobertura do trabalho escravo e outras violações de direitos trabalhistas, tema abordado com frequência no De Olho nos Ruralistas, mostrando situações de trabalho escravo no campo. A moderação será feita por Guilherme Zocchio, também de O Joio e o Trigo.

“A imprensa internacional de olho no governo Bolsonaro” é o painel coordenado na manhã de sexta pela jornalista Carla Jimenez (El País), com a presença de com Andrew Fischman (The Intercept Brasil), Sam Cowie (jornalista britânico freelancer), Brad Haynes (Reuters) e Sarah Maslin (The Economist), dentro do eixo trabalhos e jeitos de fazer.

Os desafios do jornalismo investigativo na América Latina serão abordados, também na manhã de sexta, com Fabían Werner (Sudestada – Uruguai), Diana Cariboni (openDemocracy/Revista Noticias Uruguay), Iván Ruiz (La Nación – Argentina) e Octavio Enriquez (La Prensa – Nicarágua).

14º Congresso Internacional de Jornalismo:
Campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi: na Rua Casa do Ator, 275.

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