Encontro em SP discute alternativas ao agronegócio

In Agricultura Camponesa, Agroecologia, De Olho na Comida, Em destaque, Povos Indígenas, Quilombolas, Últimas

De Olho nos Ruralistas, Slow Food, O Joio o Trigo e Campanha Contra Agrotóxicos debatem no dia 25, Dia Internacional da Agricultura Familiar, outras formas de cultivo; observatório lança “De Olho na Fronteira”, sobre latifundiários com terras no Mato Grosso do Sul e no Paraguai

O papel social, econômico e ambiental da agricultura camponesa será tema do debate “Por outra agricultura: construindo alternativas ao agronegócio”, quinta-feira, no Ateliê do Bixiga, em São Paulo. Na ocasião, especialistas no assunto apresentarão opções ao modelo de cultivo da terra propagado pelas grandes empresas com apoio da indústria, da mídia hegemônica e do atual governo, com forte representação na Câmara e no Senado por meio da bancada ruralista.

O encontro, promovido pelo De Olho nos Ruralistas em parceria com o movimento Slow Food Brasil, O Joio e o Trigo e a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida reunirá Ademar Ludwig, coordernador da Rede Armazém do Campo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Glenn Makuta, do Slow Food; Susana Prizendt, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida; e João Peres, de O Joio e o Trigo. O debate será mediado pela antropóloga Natalie Lima, da equipe do De Olho nos Ruralistas.

Na pauta, discussões sobre o uso abusivo de agrotóxicos, os conflitos provocados por latifundiários na disputa por terras com indígenas, camponeses, quilombolas, as dívidas bilionárias do agronegócio com o governo e o enfraquecimento da legislação ambiental pela bancada ruralista.

Na mesma noite, o observatório apresentará ao público o mapa De Olho na Fronteira, a ser distribuído para a plateia. A publicação mostra quem são os grandes proprietários que enriqueceram com o modelo predatório do agronegócio brasileiro na fronteira entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul – região repleta de histórias de conflitos indígenas. São histórias de latifundiários – e não de colonos – que possuem latifúndios dos dois lados da fronteira. A maioria mora no Brasil.

O projeto para elaboração e impressão do mapa contou com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, com fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha. Ele foi elaborado com base na série jornalística De Olho no Paraguai, um especial com 36 reportagens publicadas por este observatório. As histórias de desmatamento e os conflitos com camponeses e indígenas se repetem dos dois lados da fronteira, com os mesmos protagonistas.

No evento, os participantes terão oportunidade de degustar receitas agroecológicas, um oferecimento da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e concorrerão ao sorteio de dois livros: “O protegido – por que o país ignora as terras de FHC”, do jornalista Alceu Luís Castilho, coordenador do De Olho nos Ruralistas; e “Roucos e Sufocados”, de João Peres e Moriti Neto.

A entrada é franca, sem necessidade de inscrição.

Por outra agricultura: construindo alternativas ao agronegócio
Data
: dia 25 de julho, quinta-feira, às 19 horas
Local: Ateliê do Bixiga (Rua Conselheiro Ramalho, 945, Bela Vista)

You may also read!

De Olho na História (I) — Margarida Maria Alves: “Da luta não fujo”

A camponesa de Alagoa Grande (PB) foi assassinada a mando de latifundiários em 1983; os criminosos não foram condenados,

Read More...

Margarida Maria Alves abre a série De Olho na História

A trajetória de mulheres camponesas, indígenas e quilombolas compõe nova seção do observatório, com retratos de resistência feminina no

Read More...

Christiane, Aida, Marcia, Maria, Adelia: cinco histórias de Margaridas

Mulheres de todas as idades, do campo e da cidade, levaram para Brasília diferentes pautas para o encontro de

Read More...

Leave a reply:

Your email address will not be published.