Em nota, Cargill informa não ter relação com ação questionando demarcação da TI Munduruku do Planalto Santareno

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Veja abaixo íntegra da nota da empresa, em resposta à reportagem “Cargill compra soja de fazendeiros com propriedades sobrepostas a território indígena em Santarém (PA)”:

Em relação ao relatório da APIB em parceria com a Amazon Watch, a Cargill sempre busca atuar com base em princípios éticos e em conformidade com a legislação das localidades onde atua, a fim de fortalecer os sistemas alimentar e agrícola. Em todas as nossas operações, consideramos os seguintes pontos como compromissos essenciais:

– Demonstrar integridade, ética e transparência
– Operar cadeias de abastecimento sustentáveis
– Proteger os direitos humanos
– Promover a inclusão e a diversidade
– Garantir a segurança das pessoas, animais e do sistema alimentar

Em nossa política pública e voluntária de soja sustentável, destacamos nosso compromisso em respeitar e defender os direitos dos trabalhadores, povos indígenas e comunidades locais. Com relação à posse da terra, nosso compromisso é apoiar as Diretrizes Voluntárias da FAO sobre Governança Responsável da Posse de Terra; e respeitar os direitos dos povos indígenas e comunidades locais. Apoiamos o Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI) como um elemento fundamental para proteger esses direitos. Isso se baseia em nosso Compromisso de Direitos Humanos, que descreve nosso trabalho inabalável para tratar com dignidade e respeito todas as pessoas em nossas cadeias de abastecimento e nas comunidades onde trabalhamos.

Em relação ao processo judicial mencionado no relatório, é importante esclarecer que a Cargill não faz parte dessa ação e não consta em nenhum dos autos da ação.

Sobre as cadeias de suprimentos sustentáveis, abordando o desmatamento e a conversão de terras nativas, além de nosso trabalho para proteger os direitos humanos, a Cargill está promovendo a sustentabilidade de toda a cadeia de abastecimento da soja. Como cumprimos todas as leis e acordos onde operamos, a Cargill tem sido um dos principais apoiadores da Moratória da Soja na Amazônia, um pacto comercial voluntário assinado em 2006 pela indústria de óleo vegetal e exportadores de cereais junto com a sociedade civil e organizações governamentais. Com a assinatura do documento, a indústria se comprometeu a não comprar soja de terras desmatadas após 2008. Esse esforço já contribuiu para a queda de 80% do desmatamento na Amazônia na última década e, em 2016, foi prorrogado indefinidamente.

Também temos o compromisso público de eliminar o desmatamento em nossas cadeias produtivas até 2030. Para atingir essas metas, temos planos de ação focados nas cadeias prioritárias, incluindo a soja na América do Sul.

Nossa política de soja sustentável permite que os valores de sustentabilidade e o desenvolvimento agrícola na América do Sul floresçam simultaneamente. A Cargill ocupa uma posição única entre produtores e consumidores. Por esse motivo, estamos empenhados em tomar medidas práticas para ajudar a proteger as florestas, minimizar o papel da agricultura como vetor do desmatamento, oferecer aos agricultores acesso aos mercados e promover o desenvolvimento econômico rural. Nosso principal objetivo é ter uma rede de fornecedores livre de desmatamento, com alto padrão de transparência, que beneficie as comunidades e faça prosperar os produtores rurais. Desta forma, colocamos em prática o nosso propósito, que é alimentar o mundo de forma segura, responsável e sustentável.

Para cumprir nossa política, criamos um Plano de Ação da Soja na América do Sul, desenvolvida em consulta com diversas partes interessadas para fornecer ações específicas e com prazo determinado para promover a sustentabilidade no abastecimento de soja no Brasil. A cada seis meses, publicamos um relatório de progresso, que mostra como estamos avançando de forma consistente em nossa meta de acabar com o desmatamento em nossas cadeias.

Desde que publicamos o primeiro relatório sobre soja sustentável, fizemos um progresso significativo (veja a última edição aqui). Mais detalhes, bem como a evolução dos resultados no segundo semestre de 2020, serão divulgados publicamente em nosso próximo relatório (previsto para janeiro de 2021).

Todos esses avanços agregam valor e a Cargill está comprometida com a transparência para demonstrar como estamos cumprindo nossos compromissos. Temos um canal aberto para receber eventuais reclamações e dúvidas, bem como um processo formal de política de denúncias. Essa abordagem estruturada nos ajuda a garantir que as manifestações das partes interessadas sejam tratadas de maneira construtiva e oportuna. Acreditamos que ouvir e trabalhar com todos os parceiros em nossa cadeia de suprimentos, por meio de um processo aberto, acessível, transparente e consultivo, é a melhor maneira de resolver quaisquer eventuais conflitos.

Foto principal (Divulgação/Cargill): terminal de grãos da Cargill em Santarém é o principal ponto de saída da soja produzida no território Munduruku

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